O aumento no uso de canetas injetáveis, indicadas para tratamentos de diabetes e emagrecimento, começa a levantar uma preocupação sobre o destino correto desses itens após o uso.
Em São José dos Campos, um projeto apresentado pelo vereador Renato Santiago propõe a criação de pontos de coleta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para receber esse tipo de resíduo, comum em tratamentos contínuos.
A proposta que deve ser votada nesta quinta-feira (9), prevê a oferta de locais apropriados, com o objetivo de evitar que esses itens, muitos deles perfurocortantes, acabem no lixo comum.
O tema ganha relevância com o crescimento no consumo. Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, baseados em análogos de GLP-1, tiveram aumento de 25,5% nas vendas no Brasil. Em 2024, foram comercializadas mais de 4,6 milhões de unidades. No ano seguinte, esse número passou de 5,8 milhões. Esse avanço também amplia a geração de resíduos.
Quando descartados de forma inadequada, esses produtos podem contaminar o solo e a água, além de representar risco à saúde pública. Segundo especialistas, substâncias presentes nesses medicamentos podem impactar o meio ambiente e favorecer desequilíbrios biológicos.
Há ainda uma dificuldade prática. Esses dispositivos costumam reunir diferentes materiais, como plástico, vidro e agulhas. Em alguns casos, a agulha é integrada; em outros, separada, o que exige cuidados específicos por se tratar de material perfurante.
Muitos usuários não sabem como fazer o descarte corretamente. Nem todas as farmácias possuem coletores apropriados, e faltam orientações claras para o uso em casa.
Hoje, as normas existentes tratam principalmente do descarte em serviços de saúde, mas ainda há lacunas em relação ao uso doméstico. Com isso, parte desse material acaba sem destinação adequada.
O projeto prevê medidas como a instalação de recipientes adequados, campanhas educativas e a possibilidade de parcerias com instituições especializadas na destinação desses resíduos.
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