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Artista joseense leva exposição à Nova York e recebe reconhecimento internacional

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Foto: Erika Garrido

A artista visual Pàulla Scàvazzini, de São José dos Campos, estreou em abril a exposição “Between Utopias and Abyss”, em Nova York. Com obras que ultrapassam os limites das telas e ocupam diretamente as paredes, o trabalho chamou a atenção da crítica internacional e foi destacado por veículos como o The New York Times. Em entrevista à Revista Urbanova, ela falou sobre o processo criativo, os desafios da trajetória e os próximos projetos.

A relação com São José dos Campos aparece como um dos pilares da sua produção. “A proximidade com a natureza, com o litoral e com as montanhas, ao mesmo tempo, está em mim, nas minhas memórias afetivas, e tem uma grande presença nos meus trabalhos atuais”.

O interesse pela arte surgiu ainda na infância. Aos 7 anos, já demonstrava vontade de se expressar por meio da pintura e, incentivada pela avó, começou a se aprofundar nesse universo. Por volta dos 11 anos, passou a frequentar aulas, lembradas até hoje com carinho. “Eram as tardes mais gostosas da semana!”, recorda.

Hoje, a artista direciona sua pesquisa para obras cada vez mais integradas aos espaços em que são apresentadas, conhecidas como site specifics. A ideia é criar trabalhos pensados para dialogar diretamente com o ambiente, em uma construção conjunta entre obra e local. “ Sonhando muuuuito alto, quem sabe um dia em uma Bienal de Veneza! Mas tem muitos sonhos para serem realizados antes disso”, afirma.

Foto: Erika Garrido

Entre utopias e abismos

“Contém tanto drama quanto promessa”, afirma a artista. Ela explica que o uso do termo “utopias”, no plural, aponta para diferentes possibilidades de futuro, em constante transformação. São territórios que permanecem em suspensão, mas também sugerem caminhos para a construção de espaços mais acolhedores dentro do mundo real. “O título preserva um campo de mistério e fluidez, abrindo-se a expansões físicas, espaciais e psicológicas que se estendem para além de seus próprios limites”.

Com a repercussão internacional, Pàulla diz encarar o momento como resultado de um percurso consistente. “Acho que é um reconhecimento muito importante por cada pequeno e paciente passo que venho dando há aproximadamente 13 anos”. Segundo ela, o principal efeito tem sido a ampliação de oportunidades e convites para novos trabalhos.

O processo criativo também carrega uma dimensão intensa e intuitiva. “Eu não sei bem o que está acontecendo na superfície da tela até chegar o momento de colocá-la verticalmente sobre a parede. Não é a mão que decide a imagem, mas o corpo que a conduz enquanto a mente se retira. Cada pincelada registra um tempo de execução que é físico antes de ser intelectual. É catártico”.

Trajetória e próximos passos

A experiência em Nova York não é inédita em sua carreira. No ano anterior, a artista já havia apresentado a exposição We Are Apocalyptic, que abordava temas como guerras, crises ambientais e sociais, mas também apontava para possibilidades de esperança e transformação.

O próximo projeto já tem data e local definidos. A exposição Língua de Fogo será realizada no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, entre 27 de maio e 4 de julho, com curadoria de Shannon Botelho.

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