Entre os equipamentos e os cuidados que fazem parte da rotina de uma UTI neonatal, cerca de 65 polvinhos de crochê passaram a acompanhar bebês internados no Hospital Municipal de São José dos Campos. As peças foram entregues nesta segunda-feira (31) por voluntárias do Projeto Octo São Paulo.
A iniciativa existe há sete anos e reúne voluntárias que confeccionam os brinquedos para recém-nascidos internados em unidades neonatais. O projeto surgiu na Dinamarca e depois chegou a outros países.
O formato dos polvinhos foi pensado para que os tentáculos lembrem algumas sensações do período em que o bebê ainda estava no útero e ofereçam algo para ele segurar. Segundo as voluntárias, isso também pode ajudar a evitar que o recém-nascido puxe fios, sondas e cateteres usados durante o atendimento.

O uso dos polvinhos, porém, não tem benefício clínico comprovado cientificamente. Os relatos de profissionais e voluntários estão ligados principalmente à sensação de conforto e tranquilidade observada nos bebês.
As peças são produzidas por uma equipe de 26 voluntárias e seguem cuidados específicos para o uso com recém-nascidos.
O enchimento é feito com fibra siliconada antialérgica e os polvinhos não possuem peças coladas. Os detalhes são bordados para diminuir o risco de partes se soltarem.
Durante a internação, a recomendação é que cada peça seja higienizada em autoclave a cada sete dias ou sempre que houver necessidade, de acordo com os protocolos da unidade.
Benicio, que nasceu em 19 de agosto, foi o primeiro bebê internado na UTI neonatal do Hospital Municipal a receber uma das peças. A mãe, Camila Rodrigues Mota, acompanhou a chegada do polvinho durante a internação do filho. Depois da alta, o brinquedo também poderá seguir com a família para casa.
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