O Parque Una São José dos Campos divulgou o segundo episódio da série de vídeos Conversas que Constroem, que apresenta os bastidores do primeiro edifício do bairro planejado. Participam da conversa Fabiano de Marco, sócio co-fundador da Idealiza Cidades, e os arquitetos Cristina Martins e Pedro Collares, sócios da Ideia1, escritório gaúcho responsável pelo projeto da torre.
Ao longo do episódio, os convidados detalham as decisões que orientaram a implantação do empreendimento e explicam como a arquitetura foi pensada para dialogar com a proposta urbanística do Parque Una.
Um dos temas abordados é a escolha da localização da primeira torre. Segundo Pedro Collares, o edifício foi posicionado no eixo da Avenida Salmão por reunir características estratégicas para o desenvolvimento do bairro. Além da orientação em relação ao sol, o arquiteto destaca a conexão da avenida com a região do Jardim Aquarius e o potencial de circulação de pessoas.
Ao explicar essa escolha, Pedro afirma que a localização contribui para a integração entre o novo bairro e seu entorno. “Essa avenida traz uma vitalidade que vem do bairro Jardim Aquarius, na direção do Parque Una”.
O arquiteto comenta que o Parque Una vai além da construção de edifícios. Segundo ele, o empreendimento funciona como um laboratório urbano, onde a observação do comportamento das pessoas ajuda a aperfeiçoar os espaços e identificar soluções que podem contribuir para a qualidade de vida nos projetos futuros.
A dimensão do bairro planejado ajuda a explicar algumas das escolhas urbanísticas adotadas. Ao todo, o Parque Una prevê 69 quadras destinadas à incorporação imobiliária. Cristina Martins explica que trabalhar em uma escala desse porte permite que o planejamento priorize as relações entre os espaços antes mesmo da arquitetura das edificações. A proposta, segundo ela, é pensar primeiro no ambiente coletivo e, a partir dele, desenvolver os empreendimentos.
Essa visão aparece em diferentes elementos do projeto. Pedro e Cristina destacam que o foco principal está na experiência das pessoas e na forma como elas ocupam os espaços. Por isso, as áreas públicas assumem papel central na composição do bairro.
Um exemplo dessa proposta é a decisão de concentrar os estacionamentos no subsolo. Pedro Collares explica que a medida busca valorizar os espaços de convivência e contribuir para a criação de um ambiente urbano mais integrado.
“Quando a gente fala que um projeto, ele depende da localização onde ele está para ele ser valorizado, a gente tem que também levar em consideração o poder que o projeto tem de transformar essa localização. Então, eu acho que o Parque Una carrega muito essa premissa, a gente não está se inserindo num destino já pronto, a gente está também criando esse destino, e o térreo é o lugar onde isso acontece, onde a gente cria esse espaço que vai ser algo muito particular, muito único ali”, destaca.
Com os veículos deslocados para o subsolo, o térreo será dedicado à convivência, à circulação de pedestres e aos encontros entre moradores e visitantes. A intenção é criar espaços mais integrados, incentivando o uso das áreas comuns e fortalecendo a vida urbana.
Outro aspecto destacado pelos arquitetos é a permeabilidade dos espaços. O planejamento prevê que pedestres possam atravessar diferentes quarteirões, facilitando deslocamentos e ampliando a conexão entre as diversas áreas do bairro.
O episódio também revela detalhes das unidades residenciais, que terão opções de um, dois e três dormitórios. Segundo os arquitetos, o edifício incorpora elementos valorizados tanto pela arquitetura atemporal quanto pelos futuros moradores, como floreiras integradas aos apartamentos e soluções voltadas ao conforto térmico. Outro diferencial será a vista para o pôr do sol da Serra da Mantiqueira, um dos elementos considerados no desenvolvimento da torre.
Ao falar sobre o papel do planejamento urbano em bairros planejados, Cristina destaca que a criação de espaços coletivos de qualidade faz parte das escolhas que orientam o desenvolvimento do empreendimento: “Justamente uma coisa que eu acho incrível dos bairros planejados é que o incorporador poderia usar o lote de uma forma, explorar o lote de outra forma, não integrando tantos espaços de qualidade para a cidade, mas ele abre mão de construir mais naquele espaço e de trazer espaços de uso público de muita qualidade”.
