O Instituto Butantan fechou um acordo para desenvolver no Brasil um dos tratamentos mais avançados contra cânceres do sangue, como leucemia e linfoma. A tecnologia, chamada CAR-T, usa as próprias células de defesa do paciente para combater a doença.
Hoje, esse tipo de tratamento custa cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,6 milhões) por paciente e, no Brasil, está disponível praticamente só na rede privada. Com a produção nacional, a expectativa é reduzir o custo e ampliar o acesso, inclusive no SUS.
O tratamento começa com a coleta de sangue do paciente. A partir daí, as células de defesa são separadas e modificadas em laboratório para reconhecer o câncer.
Depois, essas células são devolvidas ao corpo, onde passam a atacar diretamente o tumor, sem atingir as células saudáveis.
Com a parceria com a empresa chinesa IASO Bio, o Butantan vai desenvolver e produzir essa terapia no Núcleo de Terapias Avançadas de São Paulo (Nutera-SP).
O instituto já trabalha com uma versão semelhante da tecnologia em parceria com o Hemocentro de Ribeirão Preto, em estudos com pacientes que não respondiam mais aos tratamentos tradicionais.
Nesses casos, os resultados indicaram cerca de 80% de redução dos tumores.
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