O casal de proprietários do brechó online Desapego Legal, foi preso na manhã desta quinta-feira (29), no Urbanova, em São José dos Campos. A prisão ocorreu após determinação judicial e foi cumprida por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), segundo o portal Life Informa.
A ação mobilizou viaturas da Polícia Civil e chamou a atenção de moradores do bairro devido à movimentação registrada em um condomínio residencial onde o casal mora. .
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais sobre o tipo de mandado cumprido, o enquadramento legal do casal ou se houve apreensão de documentos, equipamentos ou mercadorias durante a operação. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda posicionamento para detalhar os desdobramentos do caso.
Caso ganhou repercussão nacional
O Desapego Legal passou a ser amplamente conhecido após reportagem exibida pelo programa Fantástico, em janeiro de 2025, que revelou denúncias de clientes de diferentes estados do país. As vítimas afirmam não ter recebido valores referentes à venda de produtos consignados, como bolsas, roupas e sapatos de grife, além de relatarem dificuldades para reaver mercadorias enviadas ao brechó.
Na época, a reportagem apontou que o número de vítimas ultrapassava 200 pessoas, com relatos organizados inclusive em grupos de aplicativos de mensagens. As denúncias indicavam prejuízos que poderiam chegar a R$ 5 milhões, segundo os próprios clientes.
Processos e investigações
Levantamentos publicados em 2025 mostraram que a empresa acumulava dezenas de ações judiciais e reclamações em plataformas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui. Também havia registros de boletins de ocorrência em diferentes estados.
O Ministério Público informou, à época, que acompanhava o caso para apurar eventuais responsabilidades criminais. Mesmo diante das denúncias, o brechó seguia operando nas redes sociais, onde reunia mais de 200 mil seguidores.
Em nota enviada ao Fantástico no ano passado, o marido de Francine Prado, apontada como proprietária do Desapego Legal, afirmou que a empresa enfrentava dificuldades financeiras, mas negou intenção de fraude e disse ter firmado acordos com fornecedores. Ele e Francine não concederam entrevista.
Operação segue sob sigilo
A prisão desta quinta-feira marca um novo capítulo na apuração do caso, que segue sob investigação. Até o momento, não há confirmação oficial se a detenção está diretamente relacionada às denúncias exibidas nacionalmente ou se envolve outros desdobramentos judiciais.
Em maio de 2025, o casal abriu um brechó em um ponto físico no Urbanova. O local era gerenciado com discrição por Francine.
A reportagem segue acompanhando o caso e trará novas informações assim que forem divulgadas pelas autoridades.
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