O pesquisador e cientista Carlos Nobre, cuja trajetória foi construída em São José dos Campos, passa a integrar um dos principais conselhos do Vaticano. Nobre foi nomeado pelo papa Leão XIV como membro de um conselho que discute temas ligados ao desenvolvimento humano.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) e reúne especialistas e lideranças de diferentes países. Nobre é o único brasileiro entre os novos integrantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Reconhecido internacionalmente, o cientista dedica há mais de 40 anos sua carreira aos estudos sobre a Amazônia e os impactos das mudanças climáticas. Foi ele quem formulou a hipótese da “savanização” da floresta, cenário em que parte da Amazônia pode perder suas características devido ao desmatamento e ao aquecimento global.
Nobre chegou a São José em 1970, para estudar no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde construiu grande parte de sua trajetória científica. Ele também é formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A nomeação ao conselho do Vaticano se soma a outros reconhecimentos importantes. Em 2022, Nobre foi eleito membro da Royal Society, uma das instituições científicas mais prestigiadas do mundo, sendo o primeiro brasileiro a receber o título desde o século 19.
O contato com o Vaticano já havia acontecido anteriormente. Em 2019, durante o Sínodo da Amazônia, o pesquisador esteve em Roma e conversou com o então papa Francisco sobre a importância das questões ambientais dentro da Igreja.
Agora, passa a integrar o grupo responsável por discutir desafios globais relacionados ao desenvolvimento humano, ao lado de representantes de diferentes áreas e países.
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