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Doação de órgãos transforma despedida em esperança no Hospital São Francisco de Assis

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Foto: Reprodução/Redes sociais

Um gesto de solidariedade marcou esta segunda-feira (17) no Hospital São Francisco de Assis, em Jacareí. A doação de órgãos de uma criança de 1 ano e 5 meses mobilizou profissionais de diversos setores da unidade e transformou um momento de despedida em esperança para famílias que aguardam na fila por um transplante.

Pela manhã, médicos, enfermeiros e equipes formaram um corredor de honra no trajeto entre a UTI Pediátrica e o Centro Cirúrgico. Sob aplausos, acompanharam a passagem da criança em um gesto de respeito à decisão tomada pelos pais.

A família permaneceu ao lado da filha durante todo o processo. Mesmo diante da dor, optou pela doação, permitindo que outras vidas pudessem ser beneficiadas.

No Centro Cirúrgico, foi realizada a captação dos órgãos. O coração foi encaminhado para São Paulo, onde será transplantado. Já os rins seguiram para um hospital da região Sul do país, destinados a pacientes que aguardam por uma nova oportunidade de vida.

Do lado de fora, um helicóptero da Polícia Militar garantiu rapidez no transporte, já que o tempo é fator decisivo para o sucesso do transplante.

A mobilização reforça a importância da doação de órgãos, considerada um dos maiores atos de solidariedade na área da saúde. Em meio a uma perda irreparável, a família escolheu transformar o luto em possibilidade de vida para outras pessoas.

Como ser doador de órgãos

No Brasil, a doação de órgãos só acontece com autorização da família. Mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar, a decisão final cabe aos familiares.

Por isso, o mais importante é conversar com a família e deixar claro o desejo. Não é necessário registrar em cartório ou incluir a informação em documentos oficiais, mas é fundamental que os parentes saibam do desejo para que possam autorizá-lo.

Após a confirmação da morte encefálica, a família é orientada por profissionais de saúde e, se houver consentimento, é feita uma avaliação do histórico clínico para garantir segurança aos receptores.

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