Dores nas pernas, febre e cansaço: sintomas que levaram ao diagnóstico de leucemia em Isabela, de 3 anos

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Foto: Hospital GACC Vale

Isabela está em tratamento no Hospital GACC Vale do Paraíba

As dores começaram aos poucos. Primeiro nas pernas, depois na cabeça. À noite, Isabela, de apenas 3 anos, passou a reclamar com mais frequência. Vieram também febres espaçadas, que apareciam em um dia e desapareciam no outro.

Para a mãe, Cíntia, algo não parecia normal.

Em uma madrugada de novembro, a menina chorou a noite inteira por causa das dores nas pernas, suou bastante e voltou a ter febre. A família procurou atendimento em uma unidade de pronto atendimento. Os exames apontaram alterações no sangue, mas sem um diagnóstico definido.

Novos testes descartaram dengue, covid e gripe. Ao repetir o hemograma, surgiu a suspeita de leucemia. Isabela foi então encaminhada ao GACC.

Segundo a mãe, o atendimento foi rápido. A criança foi internada, iniciou medicação e realizou exames específicos já no dia seguinte. O diagnóstico saiu em pouco tempo.

Cíntia diz que percebeu diferença no acolhimento da equipe. “Aqui é completamente acolhedor”, afirma. “São super atenciosos com ela, com a família toda.”

Ela conta que o início do tratamento é difícil para todos, mas que o suporte ajuda a enfrentar a rotina hospitalar. “No começo é sempre difícil, tanto pra gente quanto pra família, quanto pro paciente. Até a gente conseguir associar o que realmente está acontecendo, do que realmente se trata… a gente demora um tempinho ainda pra passar por isso”, relata.

“Aqui é completamente acolhedor. Acho que não teria lugar melhor pra gente estar sendo atendido e a minha filha estar sendo assistida, porque são super atenciosos com ela, com a família toda.”

Hoje, Isabela segue em tratamento e se adaptando à nova rotina. Para a mãe, ter chegado cedo ao atendimento especializado foi decisivo para iniciar os cuidados o quanto antes.

Quando o tempo é decisivo no câncer infantil

De acordo com o médico Dr. Marcelo Milone, onco-hematologista e paliativista infantojuvenil e diretor técnico do Hospital GACC Vale do Paraíba, a rapidez no encaminhamento é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento.

Segundo o especialista, sinais como febre persistente, dores ósseas, cansaço excessivo, palidez, manchas roxas pelo corpo e alterações em exames de sangue precisam ser investigados com atenção, principalmente quando não melhoram ou se repetem.

Ele explica que, quanto mais cedo a criança chega a um centro especializado, maiores são as chances de iniciar o tratamento rapidamente e reduzir complicações. “O tempo entre os primeiros sinais e o diagnóstico pode impactar diretamente no prognóstico”, destaca.

Além do atendimento imediato, o hospital também realiza exames específicos que ajudam a definir o tipo de leucemia e orientar a conduta médica. Entre eles estão análises de citogenética e painéis moleculares, considerados determinantes no tratamento onco-hematológico infantil.

“Nós realizamos citogenética e painéis moleculares que hoje são decisivos em leucemias pediátricas e, em muitos casos, não existem na Tabela SUS e os exames que existem têm remuneração incompatível com o custo real.”

Segundo ele, há grande diferença entre o custo real dos exames e o valor pago pelo sistema público. Um exemplo é o exame de líquor, que custa R$ 242 por análise, enquanto a tabela do SUS prevê repasse de R$ 1,89. Milone destaca: “Em leucemias infantojuvenis, tecnologia não é “luxo”; é padrão de cura.”

Para o médico, além da estrutura hospitalar e da tecnologia diagnóstica, o acolhimento à família também faz parte do cuidado, já que o tratamento envolve toda a rede de apoio da criança.

Dia Mundial do Câncer

O relato ganha ainda mais significado nesta quarta-feira (4), Dia Mundial do Câncer, data que reforça a importância de reconhecer os primeiros sintomas e buscar atendimento especializado o quanto antes. Histórias como a de Isabela mostram como informação, agilidade no diagnóstico e acolhimento podem fazer diferença no enfrentamento do câncer infantil.

Como ajudar o GACC

O hospital mantém o atendimento a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer com o apoio de doações da comunidade. Pessoas físicas e empresas podem contribuir por meio dos canais oficiais da instituição.

Endereço: Avenida Possidônio José de Freitas, 1200 – Urbanova
WhatsApp: (12) 3949-6020
Central de Doações: (12) 3913-7800 | (12) 99635-3076

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