Quando o Grupo de Ações Táticas Especiais é acionado para atender uma ocorrência com suspeita de artefato explosivo, o procedimento segue protocolos técnicos rígidos de segurança, mesmo quando há indícios de que o material possa estar inerte.
Como funciona o procedimento
1. Isolamento da área
A primeira medida é garantir a segurança do entorno. A Polícia Militar e agentes de trânsito fazem o bloqueio da área para manter distância segura de pessoas e veículos.
2. Avaliação técnica inicial
Especialistas do GATE analisam visualmente o artefato, observando formato, estrutura, possíveis mecanismos de acionamento e estado de conservação. Em muitos casos, utilizam equipamentos específicos e técnicas remotas para evitar contato direto.
3. Identificação do risco
Mesmo quando há indícios de que a carga esteja inerte, como no caso citado, não é possível garantir com segurança absoluta apenas por inspeção externa. Artefatos militares antigos podem apresentar deterioração irregular, componentes instáveis ou resíduos de material explosivo.
4. Neutralização ou detonação controlada
Se houver qualquer dúvida quanto à estabilidade, o protocolo padrão é realizar a destruição controlada no próprio local ou em área segura previamente definida. Essa é considerada a forma mais segura de eliminar completamente o risco.
No caso mencionado, embora tenha sido identificado como artefato militar com carga aparentemente inerte, a confirmação só pode ser feita após a neutralização. Por isso, a equipe opta pela detonação controlada como medida preventiva.
Por que destruir mesmo estando “inerte”?
Porque a avaliação externa não garante que não haja resquícios ativos no interior. Em explosivos, pequenas quantidades remanescentes podem ser suficientes para provocar acidente. O procedimento preventivo evita riscos à equipe, à população e à infraestrutura ao redor.
Esse tipo de protocolo segue padrões internacionais de atuação de esquadrões antibomba, priorizando sempre a máxima segurança e o princípio da precaução.
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