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IBGE alerta: 3 em cada 10 adolescentes no Brasil dizem se sentir tristes com frequência

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acende um alerta sobre a saúde mental de adolescentes no país. Segundo a pesquisa, três em cada dez estudantes entre 13 e 17 anos dizem se sentir tristes sempre ou na maior parte do tempo.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), que ouviu mais de 118 mil alunos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil, em 2024.

O estudo mostra que o problema vai além da tristeza. Uma proporção semelhante de jovens afirmou já ter tido vontade de se machucar de propósito. Além disso, 42,9% disseram que ficam irritados ou nervosos com facilidade, e 18,5% relataram pensar, com frequência, que a vida não vale a pena.

A pesquisa também aponta sinais de distanciamento dentro de casa. Cerca de 26,1% dos estudantes disseram sentir que ninguém se preocupa com eles. Já mais de um terço afirmou que os pais ou responsáveis não entendem seus problemas. Em 20% dos casos, houve relato de agressão física por parte de responsáveis no último ano.

Outro ponto que chama atenção é a diferença entre meninos e meninas. Em todos os indicadores, os números são mais altos entre as meninas, que relatam mais tristeza, mais pensamentos negativos e mais episódios de vontade de se machucar.

Entre os adolescentes que já tiveram alguma lesão provocada por eles mesmos, o cenário é ainda mais grave. Nesse grupo, 73% dizem se sentir tristes com frequência, 62% afirmam não ver sentido na vida e quase 70% relatam já ter sofrido bullying.

Mesmo com esses números, o acesso a apoio psicológico ainda é limitado. Menos da metade dos estudantes frequenta escolas que oferecem esse tipo de suporte, e a presença de profissionais de saúde mental nas instituições também é restrita.

Especialistas orientam que, ao perceber sinais de sofrimento emocional, é importante procurar ajuda. Conversar com alguém de confiança já é um primeiro passo.

Também é possível buscar atendimento em serviços de saúde, como unidades básicas, hospitais e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, com atendimento 24 horas.

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