Um estudo divulgado nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria analisou os efeitos da cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
Segundo a entidade, a medida reduziu o volume de compras no exterior e aumentou a circulação de dinheiro dentro do país. O levantamento compara uma projeção feita pela própria CNI com os dados reais registrados em 2025.
De acordo com o estudo, cerca de R$ 4,5 bilhões em produtos deixaram de ser comprados fora do Brasil. A entidade também estima que 135,8 mil empregos foram preservados e que R$ 19,7 bilhões passaram a circular na economia brasileira.
Os números mostram ainda uma queda nas encomendas internacionais. O total de pacotes caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025. Sem a cobrança do imposto, a previsão era de que esse número passasse de 205 milhões.
A arrecadação com esse tipo de compra também aumentou. Segundo a CNI, o valor subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.
A cobrança começou em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, e aplica uma taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O imposto é cobrado no momento da compra.
De acordo com a entidade, antes da regra, produtos de baixo valor muitas vezes entravam no país sem pagar todos os tributos. Com a mudança, as plataformas passaram a recolher o imposto diretamente na venda, o que aumentou o controle e reduziu práticas como divisão de pedidos e subfaturamento.
