A greve dos trabalhadores da Urbam foi retomada na manhã desta quarta-feira (10) após uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) terminar sem acordo entre a empresa e a categoria. O pagamento do passivo de insalubridade permanece entre os principais pontos de divergência nas negociações.
Segundo o SEAAC, sindicato da categoria, a proposta apresentada pela empresa prevê a quitação dos valores em até dez anos, prazo considerado inviável pelos trabalhadores. A categoria defende que a medida não reconhece adequadamente a exposição de parte das equipes a agentes considerados nocivos à saúde.
A paralisação pode ganhar novos desdobramentos ainda nesta quarta-feira. Motoristas da Urbam devem decidir pela adesão ao movimento durante assembleia convocada pelo Sindicato dos Condutores. A reunião está marcada para as 19h30 na sede da entidade. Caso o grupo aprove a greve, os impactos operacionais podem se ampliar.
Além da questão da insalubridade, os trabalhadores também reivindicam:
- Pagamento do adicional de insalubridade;
- Definição sobre o passivo da insalubridade;
- Progressão salarial;
- Melhorias no vale-alimentação;
- Mudanças em pontos do convênio médico;
- Ajustes nas condições de trabalho.
Segundo o sindicato, trabalhadores da limpeza urbana, varrição e coleta estão entre os profissionais expostos diariamente a agentes contaminantes e condições adversas. A entidade afirma que a empresa precisa apresentar uma proposta considerada aceitável pela categoria.
Em nota, a Urbam informou que participou da audiência de mediação realizada nesta terça-feira (9) e destacou que já apresentou uma proposta que incluía reajuste salarial e aumento no vale-refeição dos colaboradores.
Nota na íntegra:
“A Urbam informa que participou, nesta terça-feira (9), de audiência de mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, no âmbito do dissídio coletivo instaurado em razão do movimento grevista conduzido pelo SEAAC.
A empresa reiterou sua disposição para a construção de uma solução negociada e destacou que já havia apresentado proposta contemplando aumento no salário e no vale-refeição dos colaboradores, considerando a realidade financeira da empresa e a necessidade de preservação do equilíbrio econômico indispensável à continuidade dos serviços públicos prestados à população.
O sindicato não aceitou os termos ofertados, o que inviabilizou a celebração de acordo nesta etapa. Diante da ausência de composição, o processo seguirá seu curso regular perante o Tribunal, com distribuição para julgamento.
A Urbam permanece aberta ao diálogo e reafirma seu compromisso com os empregados, com a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e com a manutenção dos serviços essenciais prestados à população de São José dos Campos.”
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