Mais do que um empreendimento imobiliário, o Parque Una São José dos Campos foi concebido como um bairro planejado que propõe uma nova forma de viver a cidade. Integrando moradia, áreas verdes, mobilidade e espaços de convivência, o projeto prioriza conexões entre pessoas e o ambiente urbano. No centro dessa experiência está um grande parque público, pensado para promover encontros, permanência e qualidade de vida.
A concepção desse espaço contou com a participação da SWA, escritório norte-americano reconhecido como uma das principais referências mundiais em paisagismo urbano. Os bastidores desse trabalho e as ideias que orientaram o projeto são tema do terceiro episódio da série Conversas que Constroem.
Durante o episódio, Fabiano de Marco, sócio cofundador da Idealiza Cidades, conversou com Carlos Henrique Corrêa, sócio fundador e diretor de criação da Somos EXP, escritório responsável pelo projeto de paisagismo do primeiro edifício residencial do Parque e que participou do desenvolvimento técnico do bairro a partir do conceito criado pela SWA.
Segundo Carlos, a atuação da equipe brasileira teve como desafio adaptar a proposta concebida pelo escritório norte-americano às características do terreno e às exigências técnicas, ambientais e de acessibilidade brasileiras.
O sócio fundador da EXP também abordou uma das principais vantagens dos bairros planejados: a possibilidade de transformar em realidade conceitos urbanos que muitas vezes permanecem apenas na teoria. “Acho que o bairro planejado é um dos que consegue alinhar o que a teoria coloca como mais ideal, que a gente realmente consegue colocar a população nova mais próxima dos centros, mais organizada, densificada, com uma oferta mais qualificada”, explica Carlos.
Dentro dessa lógica, o Parque Central assume um papel que vai além de uma simples área verde. Pensado para ser o coração do bairro, ele foi concebido como um espaço de encontro e convivência, capaz de conectar diferentes usos e públicos em um mesmo ambiente.
Outro tema discutido é o papel do paisagismo nesse processo. Para Carlos, o trabalho não se limita à escolha de árvores e jardins, mas envolve a criação de ambientes que incentivem a permanência das pessoas e ampliem a qualidade de vida nos espaços públicos. O espaço aberto pode ser muito bem pensado, tal qual uma sala de estar.
O projeto prevê áreas de convivência, equipamentos esportivos, pista de caminhada, espaços infantis e um bosque público. Os playgrounds foram desenvolvidos pela Carve, escritório holandês especializado em espaços lúdicos.
Desde sua concepção, o bairro foi planejado para valorizar não apenas os espaços internos, mas também a vivência das áreas abertas. O projeto aproveita as características naturais do terreno para criar percursos em diferentes níveis, espaços de contemplação e mirantes voltados para a Serra da Mantiqueira e para a paisagem de São José dos Campos.
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