A busca por novas alternativas para ampliar a oferta de água levou Ilhabela a ser escolhida para receber a primeira usina de dessalinização destinada ao abastecimento público do estado de São Paulo. O projeto, que será implantado pela Sabesp, prevê investimento de R$ 56,4 milhões e deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de produção do Sistema Água Branca.
A nova estrutura beneficiará aproximadamente 60 mil moradores e visitantes e atenderá a região entre a Barra Velha/Piúva e a Ponta das Canas, incluindo bairros como Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Centro, Siriúba e Armação.
Segundo a Sabesp, a usina acrescentará 20 litros por segundo à capacidade do sistema, reforçando o fornecimento da cidade, que possui picos de consumo hídrico durante os períodos de maior movimento turístico.
Como funciona a dessalinização
A unidade utilizará a tecnologia de osmose reversa, que transforma água do mar em água potável por meio da passagem por membranas capazes de reter sais e impurezas.
Hoje, o Sistema Água Branca capta água doce em um trecho do Ribeirão Água Branca. Com a ampliação da estrutura, a captação passará a ocorrer mais próxima da foz, onde há influência da água do mar, tornando necessária a adoção da nova tecnologia.
O investimento também inclui sistemas de bombeamento, tubulações, reservatórios e demais estruturas necessárias para captação, tratamento e distribuição.
Alternativa para períodos de estiagem
A dessalinização é considerada uma alternativa para reduzir a dependência das chuvas e aumentar a disponibilidade de água em períodos de estiagem ou de consumo mais elevado.
A tecnologia já é utilizada em países como Israel, Arábia Saudita, Austrália e Espanha, que possuem experiências consolidadas na gestão de recursos hídricos.
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