Início Saúde Anvisa passa a monitorar ativamente canetas emagrecedoras para identificar efeitos adversos

Anvisa passa a monitorar ativamente canetas emagrecedoras para identificar efeitos adversos

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Foto: Receita Federal/divulgação

A Anvisa começou a adotar um novo modelo de acompanhamento das chamadas “canetas emagrecedoras” para identificar possíveis efeitos adversos com mais rapidez. A partir de agora, o monitoramento deixa de depender apenas de avisos feitos por pacientes ou profissionais de saúde e passa a ser feito de forma ativa, com participação direta dos serviços de saúde.

A medida faz parte de um plano iniciado nesta semana e envolve medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. Esses remédios são indicados principalmente para diabetes tipo 2, mas também vêm sendo usados no controle da obesidade.

O objetivo é reforçar a segurança dos pacientes diante do aumento do uso desses medicamentos no país. Em muitos casos, o consumo ocorre fora das indicações da bula, inclusive para fins estéticos, o que dificulta a avaliação dos riscos.

Outro ponto de atenção é a compra pela internet e redes sociais, onde há risco de produtos falsificados ou de origem desconhecida.

Para colocar o plano em prática, a Anvisa reuniu cerca de 120 representantes de hospitais e serviços de saúde, que vão participar da identificação e análise de possíveis reações.

O plano começa como projeto piloto em hospitais da Rede Sentinela, hospitais universitários da rede HUBrasil e outras instituições com experiência na área.

Na sequência, serão formalizadas as adesões e iniciado o monitoramento ativo, que inclui medicamentos registrados, manipulados e até casos suspeitos de falsificação.

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