Cristiano Ronaldo anunciou nesta quinta (5) a aposentadoria da seleção portuguesa. Em uma carta lida em vídeo nas redes sociais, o camisa 7 afirmou ter tido o privilégio de vestir a braçadeira de capitão e que seguirá torcendo por Portugal. O adeus encerra uma trajetória de 23 anos, 234 jogos e 146 gols, números que fazem de CR7 o maior artilheiro da história entre seleções masculinas.
Pela seleção, Cristiano foi capitão na conquista da Eurocopa de 2016, quando Portugal venceu a França em casa, e liderou a equipe em duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025. Ao todo, disputou seis Copas do Mundo e se tornou o primeiro jogador a marcar em cinco edições diferentes do torneio.
O anúncio, porém, não veio em clima de despedida tranquila. A decisão vem semanas após um atrito público com o técnico Jorge Jesus. No fim de setembro, CR7 não foi escalado na vitória sobre a Noruega, mesmo tendo aquecido no segundo tempo. O caso se agravou após uma entrevista de Jorge Jesus que irritou o jogador, dada horas depois de uma reunião com o presidente da Federação Portuguesa para acalmar a situação. Cristiano deixou a concentração antes de um treinamento e publicou um comunicado acusando o técnico de não cumprir acordos.
O camisa 7 pediu desculpas dias depois e disse que continuava disponível, mas recebeu 30 dias de suspensão e multa de 255 euros (cerca de R$ 1,4 mil) da Federação. Jorge Jesus respondeu que não pediria desculpas, mas que Cristiano poderia “voltar quando quisesse”. Segundo a imprensa portuguesa, o nome do atacante estava na pré-lista da próxima convocação. Mesmo assim, CR7 escolheu encerrar o ciclo.
Fora da seleção, o atacante de 41 anos seguirá pelo Al-Nassr, da Arábia Saudita. Com 985 gols na carreira, está a 15 de alcançar a marca dos mil.
