As relações de convivência estão protegidas no contexto online?

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Por Claudia Del Corto

Com a pandemia, nosso tempo de exposição na frente do computador se intensificou. Tanto nas aulas como nas interações com os colegas. Isso nos dá uma aparente sensação de proteção por estarem dentro de casa. Contudo, a coisa não é bem assim!

Algumas situações que antes já eram preocupantes e prejudicavam a convivência saudável tomaram uma repercussão alarmante nas redes. O bullying no espaço digital (ciberbullying) tem um impacto também muito nocivo, uma vez que a ação pode ser replicada, viralizando e tomando proporções que escapam ao nosso controle. Esse tipo de violência tem um impacto muito grande sobre a pessoa, o que torna difícil sair do ciclo de abuso sem ajuda e apoio.

Quem sofre esta violência muitas vezes se silencia por achar que merece tal agressão, por ter receio de pedir ajuda e as coisas piorarem e até por achar que, se tentar se defender, o agressor irá expô-la ainda mais.  Alguns apoiam o agressor pelo simples fato de que apoiando, acreditam estar protegidas e que não serão transformadas em alvo.

Em momentos como esse, a atenção das famílias e escola é muito importante para perceber as mudanças de comportamento e apoiar ações que favoreçam sair desse ciclo. É necessário, portanto, conversar com crianças e jovens a respeito desse assunto.

A UNICEF trouxe, em 2019, o resultado de uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostrando que metade das crianças e jovens do mundo já foi vítima de bullying em alguma etapa da vida. Cem mil crianças de 18 países foram entrevistadas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a violência interpessoal está entre as cinco principais causas de morte de jovens entre 10 e 29 anos. Isso é algo importante que precisa ser enfrentado.

Todos envolvidos neste contexto precisam de ajuda. Tanto quem pratica a violência, como quem a recebe, e da mesma forma, quem presencia e não se pronuncia ou participa replicando. Assim, é urgente, fortalecer crianças e jovens para que possam construir nas relações de convivência, caminhos saudáveis de interação. Na próxima edição trarei algumas dicas possíveis para o enfrentamento dessa questão que compromete as relações de convivência e pode trazer muito sofrimento se não forem cuidadas devidamente.

Cláudia Del Corto mora e tem um espaço de atendimento em psicopedagogia e psicanálise no Urbanova

(12) 99139-3609

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