A possibilidade de o El Niño atingir uma intensidade muito forte aumentou nas projeções mais recentes da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Entre outubro e dezembro, a agência calcula em 95% a chance de o fenômeno chegar a esse nível, marcado por águas do Oceano Pacífico pelo menos 2°C acima da média.
Para o mesmo período, a NOAA também aponta 69% de probabilidade de este ser o El Niño mais forte desde 1950, quando começou o acompanhamento das temperaturas do Pacífico.
Um fenômeno dessa intensidade pode aumentar a chance de efeitos normalmente associados ao El Niño, mas a própria agência ressalta que eles não são garantidos.
No Brasil, os impactos costumam variar de acordo com a região. No Sul, o El Niño tende a aumentar as chuvas. Norte e Nordeste, por outro lado, podem enfrentar períodos mais secos.
No Sudeste e no Centro-Oeste, a tendência é de mais calor e maior irregularidade nas chuvas e na chegada de frentes frias.
A previsão indica ainda que o El Niño deve continuar muito forte no início de 2027. Entre novembro e janeiro, a chance de manter essa intensidade é de 90%.
A perda de força deve ocorrer depois, entre janeiro e março, quando a probabilidade do fenômeno permanecer na categoria “muito forte” cai para 35%.
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