A doação de órgãos de uma mulher de 47 anos mobilizou familiares, amigos e profissionais do Hospital Municipal de São José dos Campos na noite de domingo (5). Após a confirmação da morte encefálica e a autorização da família, foram captados o fígado, os dois rins e as duas córneas.
A mulher havia manifestado em vida o desejo de ajudar outras pessoas. Antes do procedimento, a passagem da maca da UTI até o centro cirúrgico foi acompanhada por um corredor de aplausos. Familiares também se reuniram para um momento de oração.
A captação foi conduzida pela equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO), com apoio de profissionais do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence.
Desde o início de 2026, o Hospital Municipal contabiliza 25 órgãos e tecidos captados: três corações, dois pulmões, quatro fígados, oito rins e oito córneas.
No mesmo período, foram registradas 15 notificações de morte encefálica. Seis potenciais doadores não apresentavam condições clínicas para a doação e houve três recusas familiares entre os casos aptos.
A identidade dos doadores e dos pacientes transplantados é mantida em sigilo no Brasil. A distribuição dos órgãos segue critérios técnicos e médicos do sistema de transplantes.
Como funciona a doação
Após a confirmação da morte encefálica, a doação depende da autorização da família. Quando há consentimento e condições clínicas, a OPO organiza o processo em conjunto com o hospital e a Central de Transplantes.
No Vale do Paraíba, a OPO responsável pelo atendimento da região é vinculada à Unicamp, em Campinas.
Como a decisão cabe à família, manifestar em vida o desejo de ser doador pode ajudar os parentes diante dessa escolha.
