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Efeitos do Super El Niño ganham força no Brasil e aumentam risco de temporais no Sul

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El Niño
Foto: Nasa

Os efeitos do Super El Niño começaram a aparecer com mais clareza no clima brasileiro nesta segunda quinzena de julho. Enquanto o fenômeno favorece chuva mais frequente e volumosa no Sul, outras áreas do país enfrentam temperaturas elevadas, tempo seco e baixos índices de umidade.

No Rio Grande do Sul, as instabilidades começaram a ganhar força na quinta-feira (16). Para esta sexta-feira (17), a previsão indica pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento desde o extremo sul até o noroeste do estado.

O Inmet mantém o alerta laranja de perigo para tempestades em boa parte do território gaúcho, com possibilidade de vendaval. Em outras regiões brasileiras, o órgão aponta perigo potencial devido à baixa umidade do ar.

O Super El Niño é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança altera a circulação dos ventos e influencia a distribuição de chuva e calor em diferentes partes do país.

No Brasil, o fenômeno costuma aumentar a frequência e o volume das precipitações na Região Sul. Ao mesmo tempo, tende a reduzir as chuvas em áreas das regiões Norte e Nordeste. Para julho, também há previsão de temperaturas acima da média em partes do Centro-Oeste.

A intensificação da chuva no Sul ocorre porque correntes de vento transportam umidade das áreas tropicais para a região. Um bloqueio atmosférico dificulta o avanço dos sistemas para outras partes do país e mantém as instabilidades concentradas sobre os estados sulistas.

No sábado (18), a formação de uma frente fria deve reforçar as condições para temporais no Rio Grande do Sul. A chuva também poderá avançar para o centro-sul de Santa Catarina a partir da tarde.

Segundo o Centro de Previsão Climática da NOAA, há 81% de probabilidade de o El Niño atingir a categoria muito forte entre outubro e dezembro de 2026.

Caso essa projeção se confirme, o episódio poderá se aproximar de eventos intensos registrados em anos anteriores. A orientação é acompanhar as atualizações do Inmet, já que a intensidade das tempestades e as regiões atingidas podem mudar.

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