O Procon-SP alertou os consumidores sobre uma atualização no sistema que ajuda a devolver dinheiro enviado por Pix em caso de fraude. A mudança foi definida pelo Banco Central e passa a valer com o chamado MED 2.0.
Na prática, o novo mecanismo permite rastrear o dinheiro mesmo depois que ele sai da primeira conta que recebeu o valor. Se o dinheiro for transferido para outras contas, essas também podem ser identificadas e ter os valores bloqueados. Todos os bancos são obrigados a usar o sistema.
A regra vale para casos de golpes e também para falhas do próprio banco. Mas não se aplica quando o erro é do consumidor, como digitar a chave errada e enviar o valor para a pessoa errada sem que haja fraude.
O mais importante, segundo o Procon, é agir rápido. Quanto antes o cliente avisar o banco, maiores são as chances de conseguir o dinheiro de volta.
Depois da denúncia, o banco do cliente entra em contato com o banco que recebeu o valor. Se for confirmado que houve golpe, pode haver devolução, desde que ainda exista saldo na conta que recebeu o dinheiro.
A contestação pode ser feita direto pelo aplicativo do banco, na área do Pix, onde deve haver uma opção para contestar a transação.
O MED 2.0 aumenta as chances de recuperar o valor, mas não garante a devolução automática. Tudo depende da comprovação da fraude e da existência de dinheiro na conta de destino.
