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Pesquisadora brasileira é cotada ao Nobel com estudo que pode curar pessoas tetraplégicas

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Foto: Divulgação

A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera um estudo que vem chamando a atenção da comunidade científica internacional. A pesquisa já é apontada como uma possível candidata ao Prêmio Nobel de Medicina no futuro.

Tatiana e sua equipe desenvolveram uma proteína chamada polilaminina, criada a partir de estudos com uma substância presente na placenta humana. A ideia é usar essa proteína para ajudar na recuperação de lesões na medula espinhal, que podem causar paraplegia e tetraplegia.

Essas lesões costumam ser consideradas permanentes, porque os nervos da medula têm pouca capacidade de se regenerar. A nova substância é aplicada diretamente na região lesionada e ajuda a estimular a reconexão dos neurônios, facilitando a recuperação de movimentos e sensibilidade.

O projeto é desenvolvido em parceria com o laboratório Cristália e já passou por fases iniciais de testes com autorização ética. A ampliação dos estudos depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos testes já realizados, alguns pacientes relataram melhora parcial ou significativa. Entre eles está Bruno Drummond de Freitas, que sofreu uma lesão após um acidente de trânsito e afirmou ter recuperado movimentos ao longo dos meses seguintes. A atleta paralímpica Hawanna Cruz Ribeiro também relatou melhora no controle do tronco e na sensibilidade.

Oe especialistas destacam que os resultados parecem ser mais positivos quando o tratamento é feito pouco tempo após a lesão. Mesmo assim, reforçam que ainda são necessários estudos maiores para confirmar a eficácia e a segurança da técnica.

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