A Filó chegou na minha vida completamente de surpresa. Ela é filha de dois cachorros do meu irmão, uma mistura de buldogue francês com pug, que cruzaram no primeiro cio da mãe sem que ninguém percebesse.
Um dia, a mãe dela passou mal e foi levada ao veterinário. Para surpresa de todo mundo, descobriram a gestação e foi preciso fazer uma cesariana. Foi assim que nasceu a Filó. Filha única.
Ela nasceu em Viçosa, minha cidade natal, justamente no dia do aniversário da minha mãe. Por esse motivo, nós estávamos lá visitando a família.
Logo depois do nascimento, a mãe rejeitou a Filó. Não estava preparada para ser mãe (rsrs).
Como nada daquilo tinha sido planejado, a família do meu irmão já tinha um casamento para ir em outra cidade e me deixou cuidando dela. Passei a alimentar a Filó com fórmula na mamadeira a cada duas horas.
Acho que nosso vínculo começou ali.
No domingo, quando chegou a hora de voltar para casa, ela veio conosco dentro de uma caixinha de papelão.
E, daí em diante, foi só amor e bagunça.
Hoje, a Filó está com dois anos. Sou tutora dela, mas gosto mesmo de dizer que eu sou a humana dela. Temos um vínculo afetivo muito forte, construído desde aqueles primeiros dias, quando ela ainda cabia em uma caixinha e precisava de mamadeira a cada duas horas.
A autora é Lílian, tutora da Filó e moradora do Urbanova há 11 anos.
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