Mobilidade em foco: Entrevista com o Secretário de Mobilidade Urbana sobre o trânsito no Urbanova

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No dia 01 de outubro estivemos na Secretaria de Mobilidade Urbana de São José dos Campos para conversar com o secretário, Paulo Guimarães, sobre as questões referentes ao trânsito no Urbanova. A entrevista completa está disponível nosso canal no youtube e, abaixo, você poderá acompanhar os principais trechos dessa conversa.

Secretário, o trânsito no Urbanova está se complicando, especialmente nos horários de pico. Existe alguma novidade sobre uma alternativa de acesso ao bairro?

Continuamos com o mesmo status.  Temos o projeto pronto, inclusive o projeto executivo já com o orçamento, mas ainda dependemos dos recursos privados dos loteadores das áreas que ainda tem que contribuir. Sem esses recursos temos dificuldade de fazer a via, até porque ela está amarrada a uma legislação, então, ainda estamos sem previsão até entrarem esses recursos

Então estamos falando de algo inviável, pois ao longo de todos esses anos a arrecadação foi de 30% do valor total da obra. Quanto tempo levaria para a arrecadação total? Porque essa obra precisa ser executada somente com contrapartidas, sem a utilização de recursos municipais?

Quando a região do Urbanova começou a se desenvolver foi criado o Consórcio Urbanova no final da década de 70, que é uma lei que rege os investimentos na região e essa lei amarra esse investimento da nova via, do novo acesso a essa contribuição dos empreendimentos. O que estamos analisando é a possibilidade de utilizarmos um recurso chamado de Antecipação de Melhoria, onde a gente antecipa esse recurso para agilizar a execução, mas isso ainda faz parte de um estudo jurídico.

A construção de um novo acesso ao Urbanova faz parte do Plano de Governo do prefeito Felício Ramuth. Seria essa uma proposta incoerente, então?

 

No Plano de Governo foi estabelecida essa meta, porém com o apoio privado exatamente em função dessa lei, então realmente precisamos aguardar um pouco mais e motivar o desenvolvimento daquela área.

E quais são os projetos em estudo?

O Urbanova precisa de um novo acesso. Hoje os problemas que estão acontecendo no bairro têm relação direta com o adensamento. Além de ter aumentado o número de moradores, existem muitas obras. De acordo com o  levantamento da Revista Urbanova, são mais de 500 obras em andamento.  A população está crescendo e temos uma concentração de trânsito na região do Thermas do Vale, então, o que estamos tentando priorizar agora é resolver aquele gargalo porque com a resolução daquele gargalo, conseguimos resolver o problema de fluidez do tempo perdido no acesso ao Urbanova. O que isso significa na prática? Temos um projeto para melhorar a condição  daquele trevo As filas que se formam no final da tarde para quem sai do Urbanova e a fila para entrar no período da manhã, acontecem por conta da capacidade do trevo do Thermas, então, temos dois projetos naquela região: o primeiro é implantarmos uma espécie de duplicação em frente ao Vivalle, fazendo uma grande rotatória para que a gente consiga  tirar o movimento de quem sai da Manoel Saldanha e faz o retorno ali para seguir sentido Arco da Inovação. Esse fluxo hoje gera um ´rabo de fila´ e trava aquele cruzamento, então, a intenção é bloquear esse movimento. Com isso, resolvemos dois problemas: criamos um acesso mais rápido ao hospital, que tem pronto atendimento e melhoramos o fluxo nesse trecho. Qual o problema dessa obra?  Ainda dependemos de uma permuta de área. Algumas áreas públicas não serão utilizadas pela Prefeitura e algumas áreas privadas serão necessárias, então entramos com processo, mas quando formos efetivar essa permuta, uma pessoa entrou na justiça questionando esse processo. Isso está na justiça em fase de perícia, então resolvendo esse impasse, já teremos a liberação para fazer essa obra.

Qual a estimativa de resolução desse impasse?

O processo ficou parado na justiça durante um pouco mais de um ano e, agora, recentemente teve um encaminhamento para pagamento da perícia – parte dessa perícia vai ser paga pelo privado, parte da perícia paga pela própria justiça para que seja possível realizar essa avaliação e resolver isso. Acredito que mais uns 60, 90 dias a gente já tenha uma solução dessa questão da justiça. Imediatamente daremos sequencia  aos procedimentos de execução dessa obra.

A outra obra planejada, que já está em tratativas de negociação de áreas será realizada no trevo do Thermas, que consiste em uma grande rotatória, como era o Colinas a alguns anos atras, antes do arco da inovação. Isso também vai melhorar a fluidez do trânsito. Uma nova ponte será feita próximo a portaria do condomínio Colinas, e intenção é usar parte do viário da entrada do Thermas onde se localiza a sede e a portaria e transformar aquela região em uma rotatória. Com isso garantiremos um período de pelo menos mais uns 10, 15 anos sem precisar fazer novas intervenções e ajudaria a resolver a questão do gargalo. Não resolve o acesso adicional, mas resolve o problema que a gente tem de congestionamento nos horários de pico.

Secretário, será necessária a execução de uma obra na cabeceira da ponte Flamínio Vaz, o que está sendo planejado para garantir o trânsito de veículos nesse local?

Essa obra será executada pela Secretaria de Gestão Habitacional e Obras e estamos trabalhando nesse processo de intervenção. A ideia é que a gente realize a interdição parcial, de meia pista, ou, se for necessário utilizar a pista inteira, vamos fazer o que chamamos de faixa reversível.  Estamos tomando muito cuidado por conta do grande fluxo que a gente está tendo ali naquela região, justamente para não impactar. É uma dinâmica de obra que estamos definindo.

Outro ponto problemático é o trecho da Avenida Lineu de Moura, onde se localiza a rotatória do Clube de Campo Santa Rita e Jardim do Golfe. O que pode ser feito nesse local?

O problema ali na saída do Jardim do Golfe é a junção do fluxo das escolas que se mistura com o fluxo da saída do Urbanova. Fizemos uma pequena adequação da sinalização, mas, dentro da rotatória, para quem sai do Jardim do Golfe sentido centro, tem duas faixas e mais um espacinho que é um zebrado que a gente chama de canalização, a ideia é dividir esses dois fluxos para quem for fazer o retorno usar a faixa interna da rotatória e quem sair do Jardim do Golfe usar a faixa externa, porque, hoje o trânsito é maior de quem faz o retorno e não de quem sai do condomínio, então quem esse retorno ocupa essas duas faixas, e quando o fluxo da avenida alivia um pouco, é a oportunidade de quem está saindo do Jardim do Golfe entrar na rotatória, e, daí ele não tem espaço na rotatória e  isso faz com que demore mais essa saída, então, com esse ajuste de sinalização acreditamos que conseguiremos melhorar bastante a condição de saída do Jardim do Golfe.

Existe alguma previsão de recapeamento da avenida Shishima Hifumi?

No ano retrasado lançamos um pacote de recapeamentos na cidade. Eram 3 fases, cada fase com 10 milhões de reais de investimento e, a avenida Shishima Hifumi, estava prevista na fase 3. Em função da pandemia, tudo o que era considerado investimento foi suspenso, mas agora já estão sendo retomados esses investimentos, ainda com 20 milhões para serem aplicados a essa finalidade. A ideia é que a partir de 2022 os pacotes de recapeamentos voltem a ser executados e essa avenida está na programação.

Assista a entrevista completa em nosso canal youtube.com/revistaurbanova

 

 

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