O que é necessário para nos sentirmos capazes?

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Por Claudia Del Corto

Em seu livro “A menina da Montanha”, Tare Westover narra sua trajetória de vida. É a história real de uma americana que pisou na sala de aula pela primeira vez aos 17 anos e que é aceita no doutorado em Cambridge. Uma menina que pela sua história de vida teria tudo para não seguir aquele caminho, uma vez que não havia vivenciado o ensino formal e teve poucas figuras significativas que a incentivaram. Apesar disso, sua força de vontade e determinação auxiliaram-na a superar as dificuldades e alcançar novas possibilidades na vida.

Algumas pessoas na vida de Tare foram determinantes.

A determinação e a força de vontade apresentadas por Tare Westover, são também necessárias a todos nós, para que possamos nos engajar em algo. As atitudes de força e enfrentamento mobilizadas por ela e necessárias a nós, são construídas ao longo da vida e, para usarmos a nosso favor, precisamos acessar o nosso senso de competência, isto é, a crença de que somos capazes para enfrentar as experiências que nos são apresentadas.

Para que possamos desenvolver esse senso de competência é preciso que cada um de nós tenha vivências e que se desafie de modo que não fique nem tão além de nossas possibilidades e nem tão aquém do que podemos.

Precisamos que as pessoas mais experientes e que com quem partilhamos nossas vidas, confiem e acreditem que somos capazes de nos movimentar neste processo. Este olhar confiante do outro será o combustível para nosso senso de competência.

Às vezes dizemos: Nossa, eu já mostrei a ele várias vezes, e ele não faz! Eu já falei para ele que está crescendo e precisa ajudar mais, cuidar de suas coisas. O quarto é uma bagunça! Mas parece que não adianta, entra por uma orelha e sai por outra!

A questão, contudo, é: de alguma maneira, eu inseri essa vivência em nossa relação de modo processual? Eu acompanhei e partilhei destes momentos para que ele conquistasse o hábito e a autonomia?

Essas aquisições não se dão de uma hora para outra! É conquista, acompanhada e partilhada que evolui aos poucos.

Na próxima edição trarei algumas dicas práticas  de como isso pode ser possível em nosso cotidiano para ajudar as crianças e adolescentes  alcançar novas possibilidades na vida.

Cláudia Del Corto mora e tem um espaço de atendimento em psicopedagogia e psicanálise no Urbanova

(12) 99139-3609

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